sábado, 30 de outubro de 2010

Na maioria das vezes eu sou cem por cento razão, mas em algumas escapadas de consciência me deixo levar pela emoção, e sempre que isso acontece me sinto completamente errada. Na maioria das vezes tento ser diferente da minha juventude, mas em algumas escapadas de consciência, lá estou sendo apenas mais uma cópia regulamentada de bandinhas e pessoas sem qualquer tipo de consciência moral. Não é que eu seja revoltada, apenas não gosto de ter um contato com as pessoas, se não for pra ser algo verdadeiro. Odeio o que é clichê, odeio o que é individualista, mas o fato de eu odiar não significa que eu não seja. Não julgo as pessoas que são expostas pelas circunstâncias. Tenho o dom de afastar aqueles em que eu realmente posso me apaixonar. Eu não tenho o dom de ter um bom relacionamento com as pessoas. Falo pouco, penso e observo muito. Não me interessa nem um pouco o que as pessoas comentam ou pensam de mim, isso não importa. Talvez o que realmente importa é o que eu sinto em relação a mim mesma, e eu sei que ainda vou viver e aprender muita coisa. Talvez a minha forma de viver e de pensar mude ou não. Talvez sim, talvez não. Talvez eu seja diferente do que sou hoje, e em relação a isso eu só posso esperar.

Um comentário:

  1. Escreve tão bem, não que sua forma de escrever se assemelhe a alguém. Não. Ela é única e peculiar.
    Engraçado como a cada dia que passa o mundo e as pessoas me surpreendem, mesmo quando acho que já vi muito, tudo se renova e novas coisas surgem.
    Tá ai uma coisa sobre você, que não sabia, mas que gostei muito, verdadeiramente. Escreve não como os grandes escritores, mas de uma forma sua, que não deixa de ser admirável, e por que não dizer, própria de quem tem certa intimidade com as palavras!

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